Aves
seguidoras de correições
de formigas nas Américas
e África
Edwin
O. WILLIS
Yoshika ONIKI
_______ O
povo de lugares “desenvolvidos”
presta muita atenção
aos animais de fora da mata. Para
saber o valor das matas tropicais,
precisamos conhecer animais como
as ferozes formigas de correição
e suas aves seguidoras. Na zona
neotropical, as chocas ficam sobre
as “taócas”
nos troncos pequenos verticais
perto do chão. Há
até 6 espécies de
chocas juntas sobre uma correição
numa zona equatorial, menos ao
sul, ao norte ou nas serras. As
aves grandes atacam as pequenas,
mas estas ficam nas bordas da
correição onde têm
menos presas. Podem ocorrer alguns
casais de cada espécie,
aquele do território local
sendo dominante sobre os demais.
Os arapaçus sobem nos troncos
grandes na mata, e as fêmeas
de espécies pequenas ficam
sem ajuda dos machos com os ninhos
quando precisam voar para longe
dos arapaçus maiores, e
encontrar um local livre sobre
as formigas para se alimentar.
Não é o alimento
abundante que permite à
fêmea nidificar sozinha,
mas o perigo do ataque de predadores
quando o macho segue a fêmea
no sub-bosque aberto. Nas matas
mais baixas ou nas capoeiras,
as saíras e outras aves
monógamas, não correm
tanto perigo, com os galhos protegendo
e proporcionando poleiros perto
do chão. Os cucos do tipo
“bip-bip” do deserto
podem correr no chão junto
às correições.
No leste e oeste da África,
há dezenas de aves seguindo
as “formigas-safari”,
mas não aquelas especialistas
do Novo Mundo. Tem ave que anda
no chão como um cuco, mas
não têm os arapaçus
ou as chocas nos troncos verticais.
Os sabiás são abundantes
na África, usando o chão
ou galhos baixos como alguns sabiás
na zona neotropical. Essas formigas
não ocorrem na Ásia,
assim a evolução
é bastante diferente em
diferentes matas tropicais.
_______ Palavras-chave:
Afrotrópicos, aves, correição
de formigas, mata, neotrópicos.
Ant-following
birds in the Americas and Africa
_______ People
of “developed” regions
pay much attention to animals
outside the forest. To learn the
value of tropical forests, it
is good to know their animals,
such as the army ants and the
birds that follow them in the
understory. In the neotropics,
there are “armies”
of Eciton and Labidus ants, with
many birds following them to catch
fleeing insects. Antbirds cling
to small upright trunks, with
up to 6 kinds at swarms near the
equator, and less in uplands or
away from the equator. Big birds
attack small ones, which flee
to swarm edges where there are
few insects for big birds. Each
species can have several pairs,
the territory owners dominating
visitors, but letting them stay.
Woodcreepers climb up large trunks,
females of small species not letting
males help with nests because
they have to fly far off when
big paired woodcreepers take over
the swarm. Small ones don’t
pair up because they could be
predated in the open understory
if he followed her. In second
growth or low woods, tanagers
and other monogamous pairs use
low branches that protect them
from predators and are sites for
watching over ants. Cuckoos like
“roadrunners” of open
deserts run on the ground around
ants. In eastern and western Africa,
“safari ants” attract
dozens of birds, including one
that acts like a roadrunner, but
there are no antbirds or woodcreepers
adapted for vertical trunks. There
are many thrushes, using the ground
or low twigs near ants, as in
the neotropics. Asia lacks these
ants, tropical forests vary greatly
in evolution of ants and ant followers.
_______ Index
Terms: Afrotropics, army
ants, birds, forests, Neotropics.