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_______ Por
meio de resenhas de um dos maiores
sociólogos contemporâneos
- Zygmunt Bauman - o número
3 da Revista Acolhendo a Alfabetização
nos Países de Língua
Portuguesa, neste mês de
setembro, apresenta o panorama
mundial em que está inserida
a temática da alfabetização
de crianças, jovens e adultos.
Deste modo, Orgides Maria da Silva
Neta; Lucimara Rocha de Oliveira;
Marta Serra Young Picchioni e
Cláudia de Mendonça
Cascapera, por meio da leitura
atenta de obras expressivas do
sociólogo polonês,
apresentam, dentre outras, as
seguintes características
da sociedade em que vivemos hoje,
sobretudo, nos grandes centros:
descartabilidade; consumismo;
liquefação social,
possibilidade versus estar no
mundo sob apenas sua responsabilidade.
Neste contexto, aproximamo-nos
do mundo lusófono por meio
de resenha intitulada “A
identidade cindida de Alice”,
em que a professora do Instituto
de Viseu – Maria de Jesus
Fonseca- em parceria com aluna
em nível de graduação
da Faculdade de Educação
da Universidade de São
Paulo- Gisela Aparecida Reis-
apresentam a obra “Pela
Mão de Alice” de
Boaventura S. Santos e chamam
a atenção para o
risco que corremos em nos perdermos
na materialidade da existência
ao transmutar cidadania em consumo
neste século XXI.
_______ O
artigo “O currículo
e a educação de
jovens e adultos: espaço
de poder-saber”, de Elizabeth
Gottschalg Raimann, remetem-nos
à sala de aula na medida
em que concebe currículo
como “uma verdade a ser
proclamada” por meio políticas
curriculares que, por sua vez,
viabilizarão o cotidiano
em sala de aula.
_______ Elisabete
Ferreira Esteves Campos, por meio
do trabalho “Políticas
públicas em educação:
uma proposta participativa de
formação de professores”
e o artigo intitulado “A
concepção do aluno
nos programas de EJA no Brasil”,
escrito por Maria do Socorro Martins
Calháu, colaboram nessa
discussão na medida em
que a debatem políticas
públicas brasileiras, formação
de professores e a concepção
de aluno que está subjacente
às escolas de Educação
de Jovens e Adultos (EJA).
_______ De
certo modo, o trabalho “Narração
e Experiência: olhares para
uma educação ‘aquém’
da pedagogia – um enfoque
a partir de uma situação
de aprendizado da escrita”,
de César Donizetti Pereira
Leite, dialoga com o tema acima
exposto, pois apresenta alguns
eixos de análise da prática
cotidiana em sala de aula, sendo
que, a “infantilização”
da pedagogia merece ser destacado.
_______ Jacqueline
de Fátima dos Santos Morais
e Mairce da Silva Araújo,
em “Alfabetização:
desafios da prática alfabetizadora”
dirigem nosso olhar para a prática
do professor alfabetizador em
sala de aula, mais especificamente
no âmbito da metodologia
do ensino da língua portuguesa
nos anos iniciais da escolarização.
_______ Já,
Andréa da Paixão
Fernandes leva-nos com seu texto
“Alfabetizando e letrando...
o despertar e a tessitura de conhecimentos
nos caminhos trilhados”
às mais variadas formas
de linguagem – dentre elas,
a linguagem oral e a escrita,
meios privilegiados que usamos
para nos comunicar e foco central
deste periódico eletrônico.
_______ Enriquecendo
este número, temos ainda
“Introdução
à pesquisa em um curso
de graduação sobre
bibliotecas populares e formação
de leitores”, cuja autora
é Márcia Cabral
da Silva, e o texto “A relação
entre os saberes comunitários
e os conteúdos escolares
no processo de alfabetização”,
de Jaqueline Santos Picetti e
Luciane Magalhães Corte
Real, pois, no primeiro, temos
a oportunidade de refletir acerca
da importância das bibliotecas
populares no sentido da formação
de leitores e, no segundo, mais
uma vez, o saber comunitário
é colocado em destaque.
_______ Helena
Ferro Blasi – em “O
profesor do Ensino Fundamental
e os distúrbios da lectura”-
alerta-nos para o fato de que
a escola “rotula”,
de modo patológico muitos
dos seus alunos, sem contudo,
responder, eficazmente, ao desafio
de trabalhar com as necessidades
educacionais relacionadas às
dificuldades de linguagem.
_______ As
professoras Iduina Mont’Alverne
Braun Chaves e Tânia Rezende
Cozzi, no artigo “Acolhendo
o diálogo entre Letramento
e Literatura Infantil” discutem
oito livros que elas próprias
construíram para o aprendizado
da leitura e da escrita e as possibilidades
e limites impostos pelo material
quando utilizado em diferentes
escolas brasileiras.
_______ Corrobora
com essa análise o trabalho
de Ana Dilma de Almeida Pereira
– “O tratamento do
“erro” nas produções
textuais: a revisão e a
reescritura como parte do processo
de avaliação, já
que se preocupa de modo muito
apropriado - com um aspecto muito
importante no âmbito do
ensino e aprendizado da língua
portuguesa, a tríade escritura
– revisão –
reescritura.
_______ Finalmente,
os textos “A Construção
da África: uma reflexão
sobre origem e identidade no continente”,
de Simone Martins Rodrigues Pinto,
e o texto de Regina Helena Pires
de Brito e Neusa Maria Oliveira
Barbosa Bastos sobre Timor-Leste,
recordam-nos os laços existentes
entre os países com língua
oficial portuguesa.
_______ E
assim, terminamos a abertura e
apresentação deste
n. 3, com parte do título
do último trabalho que
aqui apresentamos, desejando aos
nossos leitores um excelente percorrer
no mundo da lusofonia. ""Obrigadu
barak"!!! |